A grande repercussão da denúncia levou o delegado titular da 32ª DP, Rodolfo Waldeck, a chamá-la para depor, mas o comparecimento não é obrigatório. A figurinista não sai de casa, desde que seu nome passou a ser um dos mais repetidos pela imprensa. Ela também não tem atendido sequer os telefones da polícia. No último telefone, Su negou que tivesse interesse em formalizar uma queixa crime contra Mayer, que tem 40 anos de serviços prestados apenas na dramaturgia da Globo. O delegado teria afirmado à Veja que, sem essa atitude da figurinista, Zé não pode sofrer uma investigação. Com isso, ele se tornaria inocente, antes mesmo de qualquer processo.

 A polícia carioca agora trabalha com a possibilidade da profissional mudar de ideia. A pena por assédio sexual é de dois anos de reclusão, mas caso ela formalizasse a questão do toque em sua parte íntima, Susllem poderia fazer Mayer responder a um processo por estupro. Isso porque, desde 2009, a legislação em torno do assunto mudou muito. Agora não é necessário que haja a penetração para que o crime fique caracterizado.

A mudança no caso mexeu com a internet. “As mulheres precisam ser respeitadas. Mas tem muita mulher realmente estrupada violentada que não dá ibope apanha do marido. a polícia não tá nem aí. Mas nesse caso chegam a ligar para a vítima. Por que será? Para aparecer na mídia mostrar que polícia funciona”, questionou uma internauta ao comentar o assunto. “A dura realidade se impôs, depois desse incidente a vida profissional dela está arruinada e até a vida amorosa, o objetivo da justiça é reparar o dano, não ampliá-lo”, disse outro.